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07/02/2010.
Dia desses participei de uma exposição fotográfica pelo
aniversário de um pub voltado ao público LGBTTT'S
(Lésbicas, Gays,Bissexuais, Travestis,Transexuais,Trangeneros
e Simpatizantes em Porto Alegre, onde dez pessoas
foram escolhidas para representar os 10 anos da casa.
Situação rara aqui na capital gaúcha de uma casa
manter-se por tanto tempo. Ainda não entendi bem se
falta público ou se as que surgem, e logo fecham, não
correspondem às expectativas da clientela gaúcha.
Em se
tratando de boates, temos 3 apenas e uma delas, com mais
de 2 décadas de existência, parece não ser a preferida
do público, mas mantém-se até hoje em funcionamento.
Excetuando-se outras que têm uma proposta mais
alternativa, tipo final de noite, normalmente pela
região do centro da cidade.
No
que se refere aos bares, muitos deles duram pouco, pecam
por algumas coisas e não cativam os porto-alegrenses.
Este que completou 10 anos é uma exceção, onde de
segunda à sábado tem uma programação variada e atrai o
público, muito mais que outros, inclusive sendo
referência para turistas.
A
questão é que a noite porto-alegrense, contrário senso,
por ser capital, não oferece muita variedade e qualidade
em se tratando de casa noturna LGBTTT.
Normalmente recebo ligações no meu celular, procurando
por um bar que já não existe desde 2006. Um erro num
determinado site ainda mantém o tal bar em atividade e o
meu número e nome como referência. Explico que o bar já
não mais existe e dou algumas dicas, meio que
envergonhadamente e, também, me colocando na situação de
um turista que chega procurando diversão e esbarra na
limitação de uma cidade como Porto Alegre. Frustração
total.
Engraçado como o seguimento LGBTTT evolui no mundo
inteiro e aqui ainda engatinha no que se refere a este
filão do mercado. Falta público ? Poder aquisitivo ?
Bons investidores no que toca ao capital e bom gosto ?
Quando
fui sócio de um bar na Cidade Baixa, que também durou
menos de um ano, talvez as pessoas o freqüentassem por
me conhecerem, um bar voltado ao público feminino, com
videokê e música ao vivo. Até hoje encontro gente que
pergunta dele ou então as mais informadas lamentam e
sugerem que eu abra novamente algum outro bar. Se o
mesmo público que hoje me pergunta como está o bar
dizendo que é muito bom, sequer sabendo que fechou há
quase 3 anos, realmente o freqüentassem, talvez ainda
estivesse aberto.
O fato
é que Porto Alegre carece de mais locais voltados ao
público LGBTTT, com segurança, bom atendimento,
programação atrativa e diferenciada e preço condizente,
para que possamos ter mais opções na noite e não
precisemos nos deslocar para outros estados ou países
para saciar o desejo de freqüentar lugares
interessantes.
Abraço,
Dimi Aguiar.
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